sábado, 25 de fevereiro de 2012

Posicionamento do Convergência Colorada sobre a reforma do Beira-Rio


Com perplexidade tomamos conhecimento da manifestação da Andrade Gutierrez noticiando dificuldades em obtenção de garantias financeiras junto ao Banrisul, agente repassador da linha de crédito disponibilizada pelo BNDES para construção e reforma de estádios visando a Copa 2014.


O desgastante debate ocorrido no âmbito do Conselho Deliberativo colorado resultou na alteração do vigente modelo de autofinanciamento, muito em função da impossibilidade do Inter em oferecer estas  garantias ao projeto. O Convergência Colorada, em maioria preponderante de seus integrantes, apoiou a mudança, não unicamente em função da Copa 2014, mas por acreditar ser esta intervenção patrimonial importante para o clube, para o conforto de seus associado e torcedores.

Pouca ou muito pouca ênfase foi dada à existência de parceiros da parceira como requisito para a implementação do negócio ou ao risco de fracasso por fragilidades financeiras dos co-investidores.

Ao Banrisul, que diga-se de passagem é um afortunado parceiro do Inter há mais de uma década com sua marca estampada na nossa vitoriosa camisa pelo mundo afora, cabe exercer sua condição de fomentador do desenvolvimento no Estado e beneficiário dos significativos ganhos para economia gaúcha na Copa, respeitadas as regras próprias de uma instituição pública num negócio deste porte.

Acreditamos que a Andrade Gutierrez deva imediatamente assumir sua responsabilidade de garantir a integralidade do financiamento e dar início às obras no Beira-Rio que, por sua inigualável posição geográfica, tem tudo para se afigurar como um dos mais impressionantes complexos esportivos do mundo. Talvez a empresa não tenha noção que está entrando num negócio com uma nação de fiéis, frequentadores e consumidores de tudo que envolve futebol, num Inter que hoje é uma referência mundial de conquistas e projeção de marca.

Em face deste novo quadro, estaremos em contato com a gestão do Inter, a quem, mesmo estando na oposição e críticos em inúmeros aspectos, temos assegurado estabilidade política. É hora de apurar extensão dos riscos  ao projeto e, se for o caso, provocar que o clube, inclusive através de seu Conselho, reavalie o processo, busque  alternativas, seja com a retomada com recursos em caixa da construção da arquibancada apressadamente destruída ou mesmo revendo o negócio como um todo.

Em que pese haver uma Copa daqui há 26 meses no Brasil, nossa responsabilidade é preservar interesse do clube em seu futuro e esta prerrogativa o Convergência Colorada exercerá de forma obcecada e intransigente.

Atualização:
Em atenção ao posicionamento expresso pelo Convergência Colorada, o presidente da gestão 2009-2010, Vitório Piffero, entrou em contato com o nosso movimento para esclarecer que a demolição da arquibancada social ocorreu para cumprimento do cronograma de obras então vigente, com ciência e autorização do seu sucessor na presidência, Giovanni Luigi, eleito no final de 2010.