sexta-feira, 7 de outubro de 2016

João Patrício Herrmann para o Conselho de Gestão

Amigos COLORADOS,

VAMOS RESISTIR. Resistimos aos anos 90, resistimos à década de 60 sem estádio, resistimos ao Palmeiras em 99, ao Paysandu em 2002, ao Cruzeiro em 75, ao Corinthians em 76, ao Barcelona e ao São Paulo em 2006 e resistimos a todos os times do Brasil em 79. Dificuldades não faltaram, mas nada foi capaz de nos derrubar.

Sejam quais forem as dificuldades que enfrentaremos nos próximos anos, o aprendizado é de olhar sempre para o futuro e construí-lo de forma digna de todos os colorados que chegaram a todas as conquistas com muita dedicação, dificuldade e sofrimento. Enfrentar os maus momentos é parte de qualquer trajetória vencedora. Com meu pai, Eraldo Herrmann, não foi diferente. Muito antes de ser Presidente do Internacional na conquista do campeonato Brasileiro de 1975, houve muitas batalhas e momentos difíceis na grande epopéia de construção do Beira-Rio que se arrastou por quase 13 anos.

Dessas lições, não podemos deixar de esquecer que a evolução no futebol precisa ser constante. Se no início nem os atletas eram profissionais, este é o momento de profissionalizar também a gestão do Clube. Se foi difícil aos associados do Internacional deixarem de vestir a camisa vermelha nos gramados, dando espaço aos jogadores profissionais, da mesma forma devemos repetir tal processo dando espaço aos gestores qualificados, dedicados e sem vinculações políticas.

No biênio 2017/2018 grandes desafios se impõem para o nosso Clube. Após quase 30 anos no Conselho Deliberativo chegou a hora de colocar minha biografia à disposição dos colorados.

O Conselho de Gestão que irá dirigir o Clube nos próximos anos é uma bandeira histórica que tenho defendido junto com outras lideranças há muitos anos, superando o presidencialismo centralizador e instável em nosso Clube. Juntamente com grandes colorados como Marcelo Medeiros, Alexandre Chaves Barcellos e outros conselheiros, vamos enfrentar as dificuldades, sejam quais sejam, e lutar até o fim pelas conquistas que todos nós, colorados, merecemos. E merecemos porque resistimos.

Saudações Coloradas,

João Patrício Herrmann


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João Patrício é Conselheiro do Inter há quase 30 anos. Foi fundador do movimento Inter2000 em 1993, principal defensor da necessidade de mudanças e avanços durante os penosos anos 90. Em 2010 foi uma das lideranças que fundou o Convergência Colorada. Atuou como Vice-Presidente de Administração e foi Diretor de Futebol, além participar de diversas comissões do Conselho Deliberativo.

Porto-Alegrense. É formado em Administração de Empresas, empresário e pai de três filhos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Nota de Esclarecimento

Considerando a presente crise histórica vivida pelo Internacional e evitando-se desvios de foco em meio a busca por pontos que possam nos manter na Série A do Campeonato Brasileiro, o Convergência Colorada vem esclarecer o que segue quanto a sua posição política e quanto a sua reunião de 21 de Setembro, na qual, diferentemente do exposto por alguns jornalistas, não houve nenhuma votação.

Em 25 de Junho em reunião ordinária, foi aprovada a diretriz estratégica sugerida pela coordenação a qual apontava que o "modelo de gestão com conselho de administração e separação entre o âmbito estratégico e executivo é bandeira histórica do Convergência Colorada", tendo o grupo sido o proponente da alteração estatutária recentemente aprovada pelos sócios do Inter e que o Convergência teria candidatura própria para Presidência do Internacional, pleiteando a liderança no processo de formação e desenvolvimento desse novo Conselho de Gestão.

Infelizmente, para descontentamento da maioria dos seus integrantes, inclusive daqueles que mantiveram-se fiéis a escolha democrática de uma composição política com grupos que sempre foram a antítese programática do Convergência, em 26 de Julho, o 2º Vice-Presidente do Clube, Sr. Luiz Henrique Nunez, manifestou-se publicamente no blog do jornalista Hiltor Mombach declarando que "garanto-lhe que todos os convergentes que estão trabalhando na atual gestão, permanecerão fiéis a mesma e pensando da mesma forma que me expresso agora. Nosso candidato será um dos membros da atual gestão".


Em nossa última reunião do dia 21 de Setembro sequer houve qualquer votação, decisão ou definição por parte do grupo para fundamentar algumas críticas publicadas na imprensa no dia seguinte. A pauta de reunião foi exclusivamente no sentido de cobrar uma definição dos integrantes que não acompanham as deliberações do grupo e, consequentemente, devem assumir uma posição em definitivo. Nenhum integrante da diretoria foi incentivado a deixar suas funções. Nenhuma decisão foi tomada, muito menos baseada na atual situação dramática vivida por todos nós colorados.

Em 2012 após contestadíssima reeleição em primeiro turno do Presidente Giovanni Luigi, o Convergência fez uma excelente votação elegendo 48 conselheiros de sua chapa. Entretanto tal número ainda era insuficiente para estar no segundo turno de 2014. Ainda mais pelo fato de a chapa "Diretas Sempre - Lopes e Píffero" ter sido a mais votada e, assim, assumiu a liderança da oposição, pela vontade soberana dos sócios colorados.


Além de tal impeditivo matemático para colocar um candidato no segundo turno, em 2014 pesou na decisão política do Movimento (1) que sendo um grupo de oposição não teria como apoiar os grupos da então situação; (2) o fato de o grupo ser constantemente cobrado por "falta de experiência" de participar de uma gestão, além de (3) haver espaço para implementar, ainda que limitada e parcialmente, itens do seu Plano de Gestão, documento público que o Movimento utiliza como seu ideal programático.

Independentemente dos resultados do presente biênio, os integrantes do Convergência Colorada planejavam sua candidatura própria desde o começo do ano, ainda mais após a aprovação do novo estatuto e do Conselho de Gestão, defendido oficialmente desde 2010 em nosso Plano de Gestão. Tanto é verdade que em junho, quando foi deliberada a diretriz estratégica do grupo, o Internacional não passava por qualquer dificuldade no Campeonato Brasileiro, pelo contrário, estava na ponta de cima.

Ainda que saibamos de ataques absolutamente despropositados e baseados em mentiras contra a nossa marca, seguimos na defesa das mesmas ideias de modernização e profissionalização baseada em boas práticas de governança corporativa, bem como, investimentos em ciência e tecnologia no futebol. Responder no mesmo nível dos ataques em um momento de forte comoção emocional seria baixar o nível e transformar a Democracia do Internacional em uma ameaça. Nós acreditamos firmemente que a Democracia é o contrário disso: uma oportunidade para a construção de um futuro vencedor que todos nós colorados desejamos. E merecemos ter.